Segurança para os operários<br>emigrados em Espanha
O Sindicato da Construção do Norte, estrutura da CGTP-IN que tem dedicado especial atenção à situação dos operários portugueses que trabalham em Espanha, reúne hoje, em Lisboa, com o inspector-geral do Trabalho, para tratar de questões que têm a ver com os trabalhadores que se deslocaram e se deslocam para o estrangeiro.
Para Espanha, o país com maior número destes emigrantes portugueses, poderão sair, até ao próximo mês de Fevereiro, mais 6 mil trabalhadores, estima o sindicato, que salienta a urgência de «tomar medidas» para evitar a morte de mais operários portugueses no país vizinho.
De acordo com o sindicato, «a chocante disparidade salarial entre Espanha e Portugal e a estagnação do mercado da construção» no nosso país são os motivos que levam milhares de trabalhadores a procurar meios de subsistência e melhoria das condições de vida do outro lado da fronteira. Num levantamento recente, o sindicato salientava que não se trata de um mercado de trabalho europeu em livre circulação, já que essa circulação é unidireccional, sendo Portugal a origem de mão-de-obra barata. «Existem zonas no Norte de Portugal, principalmente no interior, em que a generalidade da população masculina, oriundos ou não do sector da construção, se encontra a trabalhar para lá da fronteira», afirmava o sindicato, quando anunciou a série de contactos em que a reunião de hoje se insere.
Só em Espanha, estima o sindicato, encontram-se cerca de 20 mil trabalhadores portugueses, que não são contratados por empresas espanholas, nem têm condições semelhantes às dos operários espanhóis. Trabalham 12 horas por dia, quase todos os sábados e sem serem remunerados pelo trabalho suplementar, situação que se deve ao facto de serem contratados por empresas que, sendo formalmente de construção civil, são na prática alugadoras de mão-de-obra, «que mais não constróem do que precariedade, trabalho clandestino, sinistrados no trabalho e, muitas vezes, mortes», acusa o sindicato, que denuncia o facto de estas serem «empresas pobres, com patrões ricos».
Para Espanha, o país com maior número destes emigrantes portugueses, poderão sair, até ao próximo mês de Fevereiro, mais 6 mil trabalhadores, estima o sindicato, que salienta a urgência de «tomar medidas» para evitar a morte de mais operários portugueses no país vizinho.
De acordo com o sindicato, «a chocante disparidade salarial entre Espanha e Portugal e a estagnação do mercado da construção» no nosso país são os motivos que levam milhares de trabalhadores a procurar meios de subsistência e melhoria das condições de vida do outro lado da fronteira. Num levantamento recente, o sindicato salientava que não se trata de um mercado de trabalho europeu em livre circulação, já que essa circulação é unidireccional, sendo Portugal a origem de mão-de-obra barata. «Existem zonas no Norte de Portugal, principalmente no interior, em que a generalidade da população masculina, oriundos ou não do sector da construção, se encontra a trabalhar para lá da fronteira», afirmava o sindicato, quando anunciou a série de contactos em que a reunião de hoje se insere.
Só em Espanha, estima o sindicato, encontram-se cerca de 20 mil trabalhadores portugueses, que não são contratados por empresas espanholas, nem têm condições semelhantes às dos operários espanhóis. Trabalham 12 horas por dia, quase todos os sábados e sem serem remunerados pelo trabalho suplementar, situação que se deve ao facto de serem contratados por empresas que, sendo formalmente de construção civil, são na prática alugadoras de mão-de-obra, «que mais não constróem do que precariedade, trabalho clandestino, sinistrados no trabalho e, muitas vezes, mortes», acusa o sindicato, que denuncia o facto de estas serem «empresas pobres, com patrões ricos».